A
mais antiga menção histórica de um Balé
associado ao
Grand Théâtre de Genève,
data de 1838, contudo foi em 1962, na reabertura de seu teatro,
que o Ballet du Grand Théâtre de Genève
foi formalmente constituído. Passaram por sua direção
artística nomes como Janine Charrat, George Balanchine,
Serge Golovine, Peter Van Dyk e Oscar Araiz, e é atualmente
dirigido por Philippe Cohen. Seu elenco conta com 25 bailarinos
de diversas nacionalidades e apurado nível técnico.
Contudo a chave de seu sucesso é a opção
multi-coreográfica, onde não existe a figura
do coreógrafo residente como na maioria das grandes
companhias européias. Desta forma o GTG conta no
seu diversificado repertório com trabalhos de ícones
da dança contemporânea como William Forsythe,
John Neumeier, Ohad Naharin, Hans van Manen, Twyla Tharp,
Rui Horta, George Balanchine, Mats Ek, Jiri Kylian, Dominique
Bagouet, Maguy Marin, Saburo Teshigawara, Lucinda Childs,
Nacho Duato, Jean-Christophe Maillot, Michel Kelemenis e
Amanda Miller entre outros.
Na sua casa em Genebra – Suíça, o GTG
se apresenta regulamente no Grand Théâtre e
promove work-shops e seminários em diversos locais
da cidade, além de temporadas por outras cidades
suiças e do exterior, convidada por diferentes países
europeus como Alemanha, França, Inglaterra, Itália,
Espanha e também em outros continentes como China,
México e Egito.
Está prevista uma curta temporada em julho,
com apresentações dias 23 e 24 no
Teatro da UERJ do Rio de Janeiro, dia 26 na abertura
do Festival Internacional de Dança de Joinville e
dias 28 e 29 no Teatro Alfa em São Paulo.
A Tournèe 2004 do Ballet du Grand Theatre de Geneve
no Brasil tem o patrocínio da Fundação
Pró-Helvetia de Cultura, da União dos Bancos
Suíços e Apoio Cultural de Hotéis Othon.
A dança além das fronteiras
Em 2004, alvorecer do século 21, pleno de esperança
e renovação, o Ballet du Grand Théâtre
de Genève reafirma sua aspiração humana
à conquista de um sonho possível, um mundo
além das fronteiras. Esse desejo encontra seu sentido
dentro da própria composição da companhia,
que conta com 25 bailarinos de 14 diferentes nacionalidades.
A qualidade desses intérpretes e seu total envolvimento
no projeto do Ballet do Grand Théâtre de Genève,
fazem destes artistas pessoas capazes de captar a diversidade
de linguagens coreográficas, interpretá-las
e emprestar ao movimento esse caráter de reflexão
íntima, fortemente individualizada, que permite que
a dança se afirme como uma arte maior, original e
contemporânea.
Toda a equipe do Ballet do Grand Théâtre de
Genève está comprometida com um único
objetivo; a concentração no trabalho de cada
indivíduo, fonte de profunda inspiração.
O foco em uma interpretação sóbria,
sincera e honesta permite aos bailarinos se libertarem do
peso da rotina de execução, para fazer reaparecer
ao longo do trabalho, uma atuação fina e sensível
que os impele a transcender a si mesmos.
Nas extremidades do espetáculo, os artistas do BGTG
se encontram, frente a seu público, para dividir
esses momentos excepcionais e levá-los à descoberta
de sabores inesperados, que fazem a riqueza da arte coreográfica.
Para responder aos anseios do exigente público contemporâneo,
o BGTG apresentará no Brasil um programa onde o posicionamento
reafirma suas orientações artísticas,
sem se distanciar de seu valor histórico.
A dança é poesia em movimento, versos expressos
através dos intérpretes; em corpos que abrigam
um discurso que ressoará como um acorde longo e absoluto....