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Centro Cultural Banco do Brasil
apresenta: Dança em Pauta 2004
Com
curadoria de Ana Francisca Ponzio, o evento será inaugurado
dia 17 de junho e se estende até 11 de julho.
Voltado para a dança contemporânea, o Dança
em Pauta 2004 destaca criações de São
Paulo e de outros Estados brasileiros, investe em novos talentos,
estabelece conexão com a América Latina e traz
da Bélgica a brasileira Maria Clara Villa-Lobos.
Paralelamente, o evento realiza workshop com o diretor teatral
japonês Hiroshi Koike. Autor de uma linguagem multidisciplinar,
que associa teatro, dança, ópera, música
e artes visuais, Koike está formando um elenco internacional
para a sua versão cênica de "Cem Anos de
Solidão", de Gabriel Garcia Márquez, que
estréia em Tóquio em 2005.
Apresentar a diversidade
da dança contemporânea, valorizar criadores brasileiros,
estimular a produção e os intercâmbios
são as propostas do evento Dança em Pauta, que
este ano ganha dimensão internacional. O projeto do
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL será apresentado a
partir do dia 17 de junho, às 20 horas, durante quatro
semanas, com espetáculos de quinta a domingo. Neste
ano, a segunda edição do evento reúne
representantes da produção independente de São
Paulo (Emilie Sugai, Angela Nolf & Deborah Furquim, Letícia
Sekito, Lu Brites e Beth Risoléu), traz criadores de
outros Estados (do Rio de Janeiro vem Bruno Beltrão
e o seu Grupo de Rua de Niterói; de Porto Alegre, Jussara
Miranda) e inaugura sua conexão com a América
Latina (por meio do grupo colombiano L’Explose, que
apresentará o solo Por quien lloran mis amores?).
Com o objetivo de estimular a produção entre
os criadores de São Paulo, o evento oferece infra-estrutura
para que coreógrafos e intérpretes aperfeiçoem
suas linguagens e realizem as criações incluídas
na mostra. Neste ano, o evento investe nas criações
e interpretações de Angela Nolf e Deborah Furquim;
Emilie Sugai; Letícia Sekito; Lu Brites e Beth Risoléu.
Letícia Sekito e Lu Brites compõem um programa
(dias 8 e 9 de julho) voltado para novos talentos (Lu Brites
faz seu début no Dança em Pauta 2004). Como
contraponto, Beth Risoléu, que já abrilhantou
importantes elencos brasileiros, como o do grupo Cisne Negro
e o do Balé da Cidade de São Paulo, realiza
apresentação solo que permite apreciar a maturidade
dessa intérprete especial.
Vale ainda observar que três criadoras
de São Paulo – Emilie Sugai, Letícia
Sekito e Lu Brites – participaram do ateliê
"Obra em Construção", ministrado
durante o Dança em Pauta 2003 pelo coreógrafo
brasileiro radicado na França, Joel Borges. Lu Brites
chegou a participar do encontro internacional "Obra
em Construção", realizado em Paris em
outubro de 2003. "Com isso, o projeto Dança
em Pauta procura marcar suas ações pela continuidade
e pela proposta de influir positivamente na produção
de criadores independentes", afirma Walter Vasconcelos,
diretor do CCBB.
O Dança em Pauta tem curadoria de Ana Francisca Ponzio
e em 2004 a programação do evento proporciona
múltiplos focos. Na criação de Angela
Nolf e Deborah Furquim, por exemplo, é possível
apreciar as investigações sobre o espaço
que essa dupla de coreógrafas e intérpretes
vem realizando e que no Dança em Pauta 2004 serão
apresentadas em dimensão mais evoluída. Com
Emilie Sugai, a confluência cultural se manifesta
no trabalho dessa criadora que conviveu com Takao Kusuno
(o mestre japonês que contribuiu para disseminar o
butô no Brasil) e que nos últimos tempos se
deixou influenciar pela tradição africana
(Emilie estagiou no Senegal em 2003 e os resultados de seu
encontro com a África marcam "Totem", a
criação que ela estreará nos dias 1
e 2 de julho). Jussara Miranda, a coreógrafa gaúcha
que possui longa e consistente trajetória, mas raramente
se apresenta em São Paulo, traz seu trabalho inspirado
na literatura de Ítalo Calvino.
Entre seus destaques, o Dança em Pauta 2004 ainda
apresenta o trabalho de Maria Clara Villa-Lobos, a brasileira
radicada na Bélgica que vem fazendo sucesso na Europa
e que mostra o espetáculo inédito no Brasil,
M – Uma Peça Mediana, que abre o evento dias
17 e 18 de junho.
Está programado também um workshop com o diretor
teatral japonês Hiroshi Koike. Um dos mais importantes
encenadores do Japão, Koike dirige em Tóquio
o grupo Pappa Tarahumara. O workshop de Koike será
ministrado para bailarinos e atores e focalizará
a técnica de "Slow Movement" na atuação
cênica. No momento, Koike está formando o elenco
internacional da versão cênica que está
criando para "Cem Anos de Solidão", do
escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez. Trechos
do roteiro de "Cem Anos de Solidão" serão
estudados durante o workshop que nos dias 3 e 4 poderá
ser compartilhado pelo público.
Representando o Rio de Janeiro, destaque para o Grupo de
Rua de Niterói, dirigido por Bruno Beltrão
(que se apresenta dias 26 e 27 de junho). Com sua simbiose
singular entre hip hop e dança contemporânea,
o coreógrafo carioca é uma revelação
recente que está ganhando projeção
internacional. Seu grupo tem participado de importantes
festivais europeus.
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realização:
Centro Cultural Banco do Brasil |
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